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Férias e informação: ELVAS

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Aeroportos próximos de ELVAS a uma distância máxima de 250 km do centro de ELVAS
BJZ - Badajoz 29.81 km do centro de ELVAS - Aeroporto internacional
LPBJ - Beja 111.17 km do centro de ELVAS - Aeroporto internacional
COV - Covilha 156.46 km do centro de ELVAS - Aeroporto Regional
LIS - Portela, Lisboa 170.75 km do centro de ELVAS - Aeroporto internacional
CBP - Coimbra 180.88 km do centro de ELVAS - Aeroporto Regional
SVQ - Sevilla 196.10 km do centro de ELVAS - Aeroporto internacional
VSE - Viseu 214.52 km do centro de ELVAS - Aeroporto Regional
FAO - Faro 218.39 km do centro de ELVAS - Aeroporto internacional
PRM - Portimão 229.10 km do centro de ELVAS - Aeroporto Regional

Informações gerais acerca de ELVAS
Elvas é uma cidade raiana portuguesa situada no Distrito de Portalegre, na região do Alentejo e na sub-região do Alto Alentejo, com 15 941 habitantes (2011).

É sede de um município com 631,29 km² de área e 23 078 habitantes (Censos 2011), subdividido em 7 freguesias.O município é limitado a norte pelo município de Arronches, a nordeste por Campo Maior, a sudeste pelos municípios espanhóis de Olivença e Badajoz, a sul pelo Alandroal e por Vila Viçosa e a oeste por Borba e por Monforte.

Às portas de Espanha, distando apenas 8 km (em linha recta) da cidade de Badajoz, Elvas foi a mais importante praça-forte da fronteira portuguesa, a cidade mais fortificada da Europa, tendo sido por isso cognominada "Rainha da Fronteira". A 16 de Setembro de 2013, Elvas e Badajoz assinaram um protocolo de união e converteram-se numa Euro-cidade, com o objectivo de atrair mais emprego, investimento e desenvolvimento às duas urbes. As duas cidades formam uma cidade com cerca de 200 mil habitantes.

Elvas alberga o maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo as muralhas de Elvas, as quais em conjunto com o centro histórico da cidade são Património Mundial da Humanidade, título atribuído pela UNESCO a 30 de Junho de 2012.
Fonte: wikipedia
Turismo
O concelho de Elvas está integrado nas paisagens do Norte Alentejano, uma unidade territorial caracterizada por uma enorme diversidade natural e paisagística, característica da peneplanície alentejana de horizontes abertos, amplas searas, montados, olivais, vinhas, cursos de água e albufeiras.

O concelho de Elvas tem dois excelentes planos de água, nas albufeiras do Caia e Alqueva, por isso, as ocupações náuticas e a pesca são ofertas aliciantes, para além da caça. A albufeira do Caia, é o reservatório de água mais importante desta região sudeste do Norte Alentejano, além de abrigar uma abundante avifauna aquática invernante, salientando-se o pato-real, garças, piadeira, etc. A paisagem junto à Ermida da Senhora da Ajuda e da Ponte da Ajuda (que conduz a Olivença), banhada pelo rio Guadiana também é deslumbrante.

O maciço de Santa Eulália, com os seus característicos afloramentos graníticos, é uma estrutura subvulcânica, geologicamente importante.

Casa da Cultura
A Casa da Cultura de Elvas está situada na Praça da República, no centro da cidade, num edifício de 1538 que outrora serviu de Paços do Concelho.
O edifício foi construído junto à segunda cerca islâmica e foi muito alterado na segunda metade do séc. XVIII.
No exterior do edifício é de destaque a bela galeria quinhentista que dá para a Praça da República e uma janela manuelina que se vê da Rua da Cadeia. No portal observamos o brasão da cidade com o cavaleiro e o estandarte, obra do último terço do séc. XVIII. Já no interior, deparamo-nos na sala nobre com pinturas de Cyrillo Volkmar Machado e no salão hoje utilizado para exposições, com parte da muralha muçulmana que se achou dentro das paredes do edifício aquando da sua última remodelação.
Hoje, enquanto Casa da Cultura recebe vários exposições temporárias e outros eventos culturais.

Aqueduto da Amoreira
Desde sempre a população de Elvas teve problemas com o abastecimento de água. A sua posição estratégica no alto de uma colina levou a que desde a ocupação islâmica os elvenses sobrevivessem através de poços situados intra-muros e de fontes nas redondezas que em caso de guerra se tornavam inacessíveis. Com o aumento populacional a situação tornou-se gravíssima durante a segunda metade do séc. XV. É em 1498 que os procuradores de Elvas pedem a D. Manuel I que lhe resolva o problema. Seria então lançado na povoação o imposto do Real d’Água que recaía sobre bens de consumo para futuramente ser construído um aqueduto. A obra seria monumental e dirigida por Francisco de Arruda já no séc. XVI, que ao mesmo tempo trabalhava também na futura Sé da cidade. As despesas enormes da construção fizeram com que ela pouco avançasse até 1537. A obra só estaria pronta em 1622 quando a água começou a correr na Fonte da Misericórdia. Nos anos seguintes as obras de manutenção ao nível dos contrafortes aumentou o custo já por si enorme da construção. O Aqueduto da Amoreira é um verdadeiro ex-libris da cidade, um cartão de visita que não passa despercebido e que possibilitou uma verdadeira era de progresso na cidade depois da sua construção uma vez que abastecia uma multiplicidade de fontes intra-muros. Trata-se de uma obra gigantesca que se desenvolve desde a nascente principal em galerias subterrâneas numa extensão de 1367 metros e depois ao nível do terreno e em arcadas por mais de cinco quilómetros e meio que chegam a superar os 30 metros de altura.

Pelourinho
O pelourinho, sinal de autoridade e exposição, chega a Elvas no séc. XVI, sendo erigido na então denominada Praça Nova (hoje Praça da República), à entrada da Rua dos Sapateiros, onde esteve cumprindo a sua função até 2 de Outubro de 1872, dia em que foi apeado e destruído. Quando se constituiu o Museu Municipal parte do que restou do pelourinho foi aí guardado. Em 1940 é apresentado um projecto por Vitalino de Albuquerque para a reconstrução do pelourinho feito a partir de uma gravura publicada no jornal O Panorama. Aproveitando as partes originais guardadas e substituindo as desaparecidas foi reconstruído e colocado no Largo do Dr. Santa Clara.

Chafariz da Piedade
Magnífica obra de arte situada junto à Igreja do Senhor Jesus da Piedade. O chafariz, construído em 1867, é constituído por um tanque rectangular encimado por um espaldar com três enormes painéis de azulejos decorados com motivos aquáticos e serviu desde sempre aqueles que devotamente se deslocavam à citada igreja.

Chafariz de São Vicente
O chafariz de São Vicente é de uma construção coeva à do monumento de homenagem aos combatentes da Grande Guerra. É portanto uma obra de 1934 subsidiada pelo Fundo de Desemprego que serve ainda a população daquela zona.

Chafariz d'El Rey
Chafariz grandioso situado no início do Aqueduto da Amoreira através do qual jorravam as suas águas. A sua construção finaliza também em 1622 e é constituído por três corpos em alvenaria encimados por volutas tendo na parte central as armas seiscentistas de Portugal em mármore.

Cisterna
Quando chegamos ao ano de 1641 Elvas vê-se na frente de combate para enfrentar o perigo espanhol. As necessidades de defesa urgiam e alguns engenheiros militares que se deslocaram à cidade para a construção de muralhas e quartéis puseram a hipótese de derrubar o Aqueduto da Amoreira por constituir um verdadeiro entrave à construção das novas muralhas. É neste contexto de perda do aqueduto que Martinho Afonso de Melo, Conde de São Lourenço ordena a construção de um enorme depósito de água à prova de bomba que pudesse abastecer a população por vários meses. Este depósito ficaria ligado à cisterna por um cano subterrâneo através do fosso. O seu traço é da autoria de Nicolau de Langres e principiou a construção no ano de 1650. George Borrow na sua visita a Portugal em 1835 considera a cisterna de Elvas como a maior do mundo. A sua função manteve-se até hoje viva e inalterada. A cisterna consiste num edifício abobadado com um reservatório com a capacidade de 2320 m3 para o qual se desce através de uma escada de 26 degraus. Lá em baixo encontramos três vácuos com 58 metros de comprimento, 5 de largura e 8 de altura. No exterior contem uma fonte com um tanque e 4 bicas encimadas por mármore.

Fonte da Alameda
Seguidamente à inauguração do Aqueduto da Amoreira em 1622, a cidade de Elvas pôde finalmente desfrutar da água vinda de fora das suas muralhas. Devido a tal facto nos anos seguintes foram construídas várias fontes. Em 1628 foram inauguradas três: Fonte da Alameda, Fonte de São Domingos (no Largo de São Domingos em frente à igreja, transladada posteriormente para Barbacena) e a Fonte de São Vicente no largo com o mesmo nome. A Fonte da Alameda esteve situada no antigo jardim municipal, denominado Alameda, onde se manteve até 1811 quando foi desmontada. Em 1844 foi novamente montada mas agora à entrada do cemitério municipal. A fonte, tal como as outras suas coevas, é elaborada em mármore de Estremoz ao estilo maneirista, com uma parede em volta do tanque hexagonal sob o qual se ergue a fonte em forma de cogumelo com um pináculo no cimo.

Fonte da Biquinha
Também denominada de Biquinha dos Currais em 1767 ou de Biquinha dos Fornos em 1810, foi construída em 1654 em frente ao antigo Assento e continua ainda hoje a fornecer água à população daquela zona da cidade. É constituída por um tanque em forma de concha para onde uma pequena torneira verte água. O interesse na fonte centra-se no painel de azulejos azuis e amarelos seiscentistas que contém.

Fonte da Fé
Defronte da Igreja do Senhor Jesus da Piedade em 1831 foi construído um pequeno parque arborizado. Foi nesse parque que em 1881 foi construída a Fonte da Fé. Trata-se de um tanque circular com um pedestal onde estão esculpidos monstros marinhos encimado por uma estátua feminina simbolizando a Fé, tudo esculpido em mármore. A obra foi mandada elaborar por D. Anna Julia de Lima e Silva.

Fonte da Misericórdia
A Fonte da Misericórdia foi construída em 1622 sob a traça do arquitecto da Casa Real, Diogo Marques, no Largo da Misericórdia em obras inspeccionadas pelo arquitecto da Casa de Bragança Pêro Vaz Pereira para por aí jorrarem as primeiras águas do Aqueduto da Amoreira. Em 1951 o projecto de alterações àquela zona da cidade fez com que a fonte fosse transferida para o actual Largo 25 de Abril porque parecia congestionar o trânsito no Largo da Misericórdia. No centro da fonte encontra-se uma estátua equestre de D. Sancho II. As bicas em forma de golfinho jorram água para um tanque lobulado em que numa das pedras se pode observar a inscrição “1622 ANOS”.

Fonte da Prata
Localizada extramuros junto às Portas de São Vicente, a Fonte da Prata é uma construção do séc. XVIII tendo tido como primeira designação a de Fonte Nova do Príncipe. A excelente qualidade das suas águas levou os populares a chamar-lhe da Prata. De facto as propriedades medicinais daquele local eram já conhecidas desde a ocupação islâmica pois foi ali que os muçulmanos construíram os seus banhos que duraram até bastante tarde. A Fonte da Prata foi alterada em 1830, data da bica atual, e posteriormente na sua frente foi construído um tanque que as lavadeiras costumavam utilizar. O chafariz da fonte com 15 metros de comprimento destinava-se a bebedouro de animais e no seu espaldar estavam as armas reais do séc. XVII que desapareceram em meados do séc. XX.

Fonte das Pias
Situada a caminho de Badajoz, a Fonte das Pias é citada já desde o séc. XIII tornando-se assim uma das fontes mais antigas de Elvas. Serviu durante séculos aqueles que se deslocavam entre as duas cidades vizinhas.

Fonte de Gil Vaz
A Fonte de Gil Vaz é citada em documentos desde 1435 mas situava-se então num sítio diferente, embora não longe do atual. Em 1652, a Câmara de Elvas manda reconstruí-la a Domingos Pires. Por se situar no meio do campo e ser muito concorrida, a fonte foi deslocada para a estrada onde está hoje. A fonte que hoje vemos na Estrada de Gil Vaz é uma obra de 1791 elaborada por António dos Santos, com alguns melhoramentos efectuados em 1827. Trata-se de um pequeno chafariz ainda hoje muito concorrido.

Fonte de São José
Construída totalmente em mármore, ao jeito neoclássico, é constituída por dois tanques opostos e de uma grande beleza. Tal como a Fonte de São Lourenço é obra do engenheiro militar Valleré que se deslocou a Elvas para construir o Forte de N. Sra. da Graça. Colocada em frente aos antigos Quartéis do Casarão, para matar a sede aos militares e aos animais, está hoje dentro do espaço do Museu Militar de Elvas.

Fonte de São Lourenço
Fonte mandada construir na segunda metade do séc. XVIII pelo desembargador Bernardo Xavier de Barbosa Sachetti ao engenheiro militar francês Valleré que na altura trabalhava nas obras do Forte de N. Sra. da Graça, no local onde já existia uma outra Fonte de São Lourenço, esta seiscentista (1626) e que foi deslocada para a Quinta de Sto. António nos arredores da cidade. O seu projecto de construção era grandioso e caro tal como queria Sachetti, e Valleré influenciado pela arte neoclássica francesa ali começa a construir uma fonte sobre a qual se deveriam colocar estátuas de figuras femininas da mitologia greco-romana, cujo valor ascenderia a 2:000$000 reis. Mas tal facto não veio a acontecer. O projecto suscitou polémica e um grave desentendimento entre Valleré e Sachetti levou a que a fonte nunca fosse terminada. As estátuas que serviriam a fonte quedaram-se na referida Quinta de Sto. António. Finalmente, já em 2005, a Câmara Municipal de Elvas comprou as referidas estátuas e terminou a construção da fonte. A fonte é constituída por três bicas que fazem a água correr para um tanque rectangular, tudo encimado por quatro colunas que no seu cimo têm as referidas estátuas.

Fonte de São Vicente
Seguidamente à inauguração do Aqueduto da Amoreira em 1622, a cidade de Elvas pôde finalmente desfrutar da água vinda de fora das suas muralhas. Devido a tal facto nos anos seguintes foram construídas várias fontes. Em 1628 foram inauguradas três: Fonte da Alameda (no antigo jardim municipal, onde se manteve até 1811 quando foi desmontada, estando desde 1844 à entrada do cemitério municipal), Fonte de São Domingos (no Largo de São Domingos em frente à igreja, transladada posteriormente para Barbacena) e finalmente a Fonte de São Vicente no largo com o mesmo nome. A fonte, tal como as outras suas coevas, é elaborada em mármore de Estremoz ao estilo maneirista, com uma parede em volta do tanque hexagonal sob o qual se ergue a fonte em forma de cogumelo com um pináculo no cimo.

Fonte do Cangalhão
Fonte situada na Rua de Campo Maior no Bairro da Boa Fé. Outrora denominada Fonte da Calçada, no séc. XVIII aí se realizava uma romaria que está na génese da Festa dos Hortelões, hoje da Boa Fé. A fonte foi feita em 1784 e reconstruída na década de 1960 para dar água à população daquele bairro que então estava a ser construído.

Fonte do Gorgulhão
Pequena fonte situada na Estrada de Santa Rita construída ainda no séc. XVII e reparada e modificada logo no século seguinte em 1738 e em 1744. Situava-se então a fonte junto à Quinta do Bispo e à Igreja de São Sebastião que hoje já não existe.

Fonte do Senhor Jesus da Piedade
Situada nas traseiras da Igreja do Senhor Jesus da Piedade é uma fonte esculpida em mármore constituída por uma concha assente sobre dois monstros marinhos e encimada por outra concha onde surgem dois meninos que repousam sobre um velho de cuja boca brota a água.

Fonte dos Cavaleiros
Construída na última década do séc. XVII no final da rua que lhe dá o topónimo. Sofreu várias transformações posteriores. Entre as quais podemos destacar a de 1864-65 quando lhe foi implantado um painel de azulejos com as armas da cidade, o qual primeiramente se destinava ao Aqueduto da Amoreira.

Fonte dos Terceiros
Construída junto à igreja que lhe dá o topónimo para dar água à população do antigo bairro da Corujeira. Trata-se de uma pequena fonte em ferro fundido pintado a verde com um letreiro que diz “Só sirvo o pobre”.

Fonte Santa
Pequena fonte citada desde o séc. XV situada cerca do início do Aqueduto da Amoreira e da povoação de Calçadinha.

Palácios
Com uma grande história e tradição de famílias nobres, a cidade de Elvas tem hoje no seu Centro Histórico diversos palácios cuja construção remonta desde o séc. XIII ao séc. XIX. São grandes edifícios com fachadas decoradas com grande riqueza e onde por vezes encontramos um brasão de família. A cada esquina do nosso Centro Histórico encontrará uma destas surpresas. Visite-nos!

Padrão da Batalha das Linhas de Elvas
Após a gloriosa batalha das Linhas de Elvas de 14 de Janeiro de 1659 no alto dos Murtais foi erguido um padrão em comemoração da vitória que marcou a independência de Portugal. Situado nos arrabaldes de Elvas é um padrão em mármore branco de Estremoz com uma coluna com cerca de cinco metros.

Aljube Eclesiástico
Antiga dependência do Bispado de Elvas que tinha como finalidade ser uma prisão eclesiástica. Foi construído no séc. XVII por ordem do Bispo D. Baltasar de Faria Vilas-Boas,cujo brasão se pode identificar na fachada do edifício.

Capela de Nossa Senhora da Conceição
A capela de Nossa Senhora da Conceição foi construída sobre a Porta da Esquina da muralha seiscentista após esta última ser erigida. No entanto, o templo sofreu grandes modificações nos séculos seguintes como é exemplo a obra que a forrou de azulejaria no séc. XVIII. O interior da capela é revestido por azulejos de desenho variado datáveis de cerca de 1780 e de influência holandesa.

Casa do Cabido
A cidade de Elvas tornou-se sede de um bispado a 9 de Junho de 1570. A partir daí constituiu-se uma corporação capitular com cinco dignidades (deão, chantre, arcediago, mestre-escola e tesoureiro) e doze cónegos. A falta de um espaço adequada ao exercício das funções episcopais levaram o segundo bispo da cidade, D. António Matos de Noronha a entregar ao arquitecto Pêro Vaz Pereira a edificação da Casa do Cabido, cuja primeira pedra foi lançada em 1609. No entanto só no bispado de D. Baltazar de Faria Vilas Boas se fariam as obras da Casa do Cabido que hoje observamos e da autoria de José Francisco de Abreu. Trata-se de um prédio de dois andares com uma arquitectura setecentista de onde se realça a Sala Capitular. A Casa do Cabido após anos de abandono foi convertida em Museu de Arte Sacra e é um local certamente a visitar.

Convento de Santa Clara
O Convento de Santa Clara foi fundado em 1526. Foi o legado de D. Margarida Pereira e de D. Joana de Brito que possibilitou a sua construção, situada na zona alta da cidade no local exacto onde funcionara a albergaria de São Estêvão desde o séc. XIII. A igreja sofreu importantes remodelações ao longo dos tempos, das quais podemos destacar o entalhamento da capela-mor em 1690, e as reconstruções após os bombardeamentos exército espanhol em 1706 e 1711. Já em ruína o convento viu-se abandonado durante o séc. XIX pelo que a Câmara Municipal o decidiu comprar para a sua destruição. Tal não veio a acontecer e o templo foi cedido já em 1953 pela Direcção-Geral da Fazenda Pública à Associação das Irmãs Concepcionistas da Beata Beatriz da Silva que vão reconstruir quase totalmente o convento, funcionando lá desde então uma creche. Com uma fachada simples, o interior da igreja do convento é riquíssimo com um retábulo-mor de opulenta talha dourada e uma pintura representando a “Adoração de Nossa Senhora por São Francisco e Santa Clara”.

Convento de São Francisco
A primeira fundação do convento de São Francisco em Elvas data de 1518 mas a sua localização não satisfez os monges devido à situação insalubre em que se encontravam. O edifício actual teve a sua construção iniciada em 1591 quando D. Fernando da Silva e a sua esposa D. Beatriz de Brito doaram grande parte do terreno. Situado num alto junto ao Aqueduto da Amoreira, o convento tornou-se sempre alvo de assédio em período de guerra, tendo mesmo sido visto por alguns militares como um entrave à cidade. Deste lado o inimigo podia acercar-se sem ser visto e até mesmo instalar-se aqui para atacar. Assim aconteceu em 1658 e 1659 quando os espanhóis o ocuparam para esse efeito e também no início do séc. XIX aquando das invasões francesas. A artilharia da praça deixa o edifício várias vezes em ruína motivo pelo qual foi muitas vezes alvo de reconstruções. O convento de São Francisco de Elvas foi finalmente desocupado em 1834 pela Lei de expropriação dos bens das ordens religiosas, sendo logo em 1842 afecto ao Cemitério Público. Em termos arquitectónicos o edifício está totalmente descaracterizado do seu aspecto inicial devido a obras aqui efectuadas nos séculos XVII, XVIII e XIX. Ainda assim é de uma monumentalidade interessante. O interior da igreja é simples e dá acesso a um claustro pavimentado em calçada portuguesa. Todo o convento sofreu obras de reabilitação e é desde 2006 ocupado pelo Arquivo Histórico Municipal de Elvas.

Convento de São João de Deus
O convento de São João de Deus foi construído em Elvas em 1645 (o primeiro da sua ordem em Portugal) servindo de Hospital Militar. Em finais de 1641 D. João IV ordenou a construção de hospitais militares nas principais praças do país. Assim veio a suceder também em Elvas onde os enfermos militares foram socorridos pelos religiosos da Ordem de S. João de Deus, ocupando o Hospital Militar parte do convento destes frades hospitalários. O edifício foi principiado em 1642 e em 1653 foi ampliado para a construção da Vedoria Geral, no entanto foi sempre pequeno para a quantidade enorme de feridos e doentes que auxiliava. Em 1659, ano da Batalha das Linhas de Elvas contava o hospital com 10 religiosos que podiam atender 350 doentes. O Hospital Militar durou em Elvas até 1976, sendo depois o edifício deixado ao abandono até que em 2004 entrou em fase de reabilitação para ali ser construído o Hotel São João de Deus. A igreja do convento foi construída junto a uma das torres da muralha fernandina que por lá ainda podemos notar. De resto é um templo muito simples e já fechado ao culto.

Convento de São Paulo
Existem frades paulistas em Elvas desde o final do séc. XIV, no entanto o Convento de São Paulo é já obra da viragem do século XVII para o século XVIII. A primeira pedra do templo foi lançada pelo Bispo de Elvas, D. Alexandre da Silva a 28 de Outubro de 1679, custando a obra 28000 cruzados pagos por D. Pedro II. No entanto, a igreja do convento só estaria concluída a 31 de Dezembro de 1721. A extinção das ordens religiosas em 1834 levaria ao fim do convento. O edifício sofreu um grande incêndio, perdendo-se todo o seu espólio. Da igreja só restou a frontaria e o convento, arrasado, foi reabilitado para albergar o Regimento de Caçadores 8 que utilizou o antigo convento até há bem pouco tempo como quartel. Durante uma fase da reabilitação do edifício foram-lhe entaipadas as portas. Aqui funcionou também o Tribunal Militar até 2004.

Igreja das Domínicas
Antigo convento feminino da Ordem Dominicana fundado em 1528. A igreja que hoje observamos foi principiada em 1543, tendo as obras terminado em 1557 no local onde outrora se situava a Igreja da Madalena. É um edifício de rara planta octogonal com um pórtico renascentista e um interior completamente revestido a azulejos. A talha dourada dos altares é obra do final do séc. XVII. A extinção das ordens religiosas em 1834 promoveu o abandono do convento que no entanto viria a durar até 1870, altura em que falece a sua última freira Ana Inácia de Gusmão. No início do séc. XX é decidida a demolição do convento, excepto da igreja. No seu lugar foram construídos um cine-teatro, casas particulares e uma escola primária.

Igreja de Nossa Senhora da Nazaré
Pequena igreja mas de uma beleza singular localizada junto à principal entrada do centro histórico da cidade de Elvas no Viaduto Municipal. É uma construção de 1592, na altura chamada de ermida do Santo Calvário. Pela altura das invasões francesas a igreja foi demolida juntamente com a de São Sebastião para não servir de guarida a estes. Foi reconstruída em 1817.

Igreja de Santa Luzia
Igreja de construção contemporânea situada entre os bairros de Santa Luzia e de São Pedro.

Igreja de São Domingos
O Convento de São Domingos foi fundado em 1267 e construído durante o último terço do séc. XIII onde esteve a ermida de Nossa Senhora dos Mártires. Sofreu várias modificações a partir do séc. XV. No séc. XVII recebe uma nova fachada ao estilo barroco e no século seguinte as capelas laterais em mármore. Durante as Guerras da Restauração, a construção do novo lanço de muralhas coincidia com parte do convento e por esse motivo vai ser demolido o hospício. Em 1834 após a extinção das ordens monásticas o que restou do convento foi secularizado ao albergar um quartel militar. O edifício tem na fachada um pórtico barroco coroado pelo escudo com as armas dominicanas e no interior três naves e uma cabeceira tipicamente gótica. De grande destaque são ainda os painéis de azulejos que ao longo das paredes vão contando a vida de São Domingos, mas também a Sala do Capítulo com a sua riqueza barroca.

Colégio Jesuíta
O Colégio Jesuíta da cidade de Elvas começou a ser construído em meados do séc. XVII, sendo inaugurado a 17 de Agosto de 1692. No entanto, a sua história recua séculos no tempo. No local do Colégio existiu uma igreja denominada de Santiago em 1282 e que tinha a si anexo o denominado Hospital dos Romeiros. É esta ermida que vai doada por D. Afonso VI em 1659 aos jesuítas para aí fazerem o seu colégio, depois da doação feita por D. Aldonça da Mota em 1599 no seu testamento. Apesar da traça estar há muito feita pelo padre Bartholomeu Duarte, em 1718 ainda se acha o edifício do colégio em obras. O priorado da igreja foi dado à Casa de Bragança que ali instituiu uma comenda constituída por um reitor, um cura e seis beneficiados. Em 1770 depois da expulsão dos jesuítas, os seus bens em Elvas foram uns vendidos por arrematação dando um lucro total de 17:810$882 reis e outros doados à Universidade. No final do séc. XIX o edifício seria ocupado pelo Museu Municipal e pela Biblioteca, mas também albergou a Escola Primária Superior Dr. Santa Clara, a Escola Primária António Thomaz Pires, o Colégio Elvense, a Escola Industrial e Comercial e finalmente o liceu da cidade. A igreja do Colégio é uma igreja salão com uma típica arquitectura jesuíta do séc. XVII. O interior é formado por uma única nave com uma capela-mor, dois altares colaterais e quatro capelas no corpo da igreja. A capela-mor é completamente forrada a talha dourada. Merece ainda destaque uma pintura sobre o arco triunfal, representando uma “árvore da vida” com os principais santos da companhia.

Igreja do Salvador
A igreja do Salvador foi uma das primeiras igrejas a ser construídas na Elvas cristã. Edificada ainda no séc. XIII ao estilo românico-gótico chegou a ser padroado de Nuno Álvares Pereira, no entanto devido ao estado de ruína em que se encontrava foi demolida no séc. XIX. Restam hoje apenas alguns vestígios dela. Os vestígios que hoje podemos observar no exterior são dois arcos ogivais, um contraforte e algumas paredes ainda do templo, para além de uns cachorros identificados nas traseiras. No interior do edifício temos um teto de ogivas. Colado a este edifício existe um outro que pela aparência que hoje tem podemos afirmar que se trate de uma antiga albergaria da igreja. O edifício encontra-se decorado com um esgrafito com a data de 1699.

Igreja do Senhor Jesus da Boa Fé
Igreja de construção contemporânea situada no ponto mais alto do Bairro da Boa Fé. Veio já no séc. XX substituir uma pequena capela que aí existia com o mesmo nome edificada em 1789 por motivo das festas que já ali se faziam. É alvo de romaria no primeiro fim-de-semana de Setembro aquando das festas do bairro que outrora se chamaram dos Hortelões.

Igreja e Santuário do Senhor Jesus da Piedade
Excelente exemplar da arquitectura religiosa setecentista a Igreja do Senhor Jesus da Piedade situa-se extra-muros da cidade de Elvas junto ao actual Parque da Piedade onde anualmente em Setembro se faz a Feira de São Mateus. Tem como antecedente uma capela construída em 1737 feita por iniciativa do Padre Manuel Antunes. A cura do próprio pároco e de muitos que se deslocaram ao local criaram uma crença acerca do local que rapidamente se alastrou a toda a cidade e às suas redondezas. As peregrinações constantes e os ex-votos dedicados ao Senhor Jesus da Piedade fizeram com que este fosse conhecido por todo a Península Ibérica. Assim sendo a capela viria a ser substituída pela actual igreja construída entre 1753 e 1779. É uma igreja de características barrocas cujo desenho é da autoria do elvense João Fernandes. No interior são de destacar a capela-mor e dois altares laterais de mármores da autoria de José Francisco de Abreu e com telas pintadas por Cyrillo Volkmar Machado representando Nossa Senhora da Graça e o Arrependimento de S. Pedro. Na sacristia existe um núcleo museológico onde está patente uma colecção de milhares de ex-votos desde 1737 até ao século XX dedicados ao Senhor Jesus da Piedade.

Igreja e Santa Casa da Misericórdia de Elvas
A Santa Casa da Misericórdia de Elvas foi fundada entre os anos de 1501 e 1502. O edifício sede e Hospital da Misericórdia começou a ser construído pouco depois e a igreja já estava aberta em 1566. As obras do século XVIII substituíram estre primeiro hospital e duraram entre 1742 e 1752. O exterior do edifício é barroco com um portal de mármore da autoria de José Francisco de Abreu e encimado pelas armas reais de D. João V. O hospital da Misericórdia durou neste edifício até ao início dos anos 90 do séc. XX quando se inaugurou o hospital de Santa Luzia. Já em 2006 começaram as obras de adaptação do edifício a Museu de Arte Contemporânea onde o visitante poderá observar a magnífica colecção António Cachola.

Igreja de Nossa Senhora das Dores
A construção da actual igreja de Nossa Senhora das Dores foi principiada em 1780 e terminada em 1796 no local onde antes estava a Igreja de Santa Maria Madalena com a sua albergaria e hospital, por sua vez datados de 1278. A edificação da nova igreja contou com mão-de-obra elvense, onde se destacou o trabalho do escultor Luís Franco, mais conhecido pelo “Santinho” na cidade. No interior do templo não podemos deixar de destacar não só a capela-mor e os quatro altares laterais pintados a imitar mármores, mas também os variadíssimos trabalhos em alvenaria que aí se encontram desde a temática profana a emblemas religiosos, obras do elvense Luís José Franco, o “Santinho” do final do séc. XVIII. Uma nota ainda para o facto de neste templo se ter fundado a Confraria de Nossa Senhora das Dores e de se ter situado ao lado deste, num quintal anexo, o antigo cemitério da Santa Casa da Misericórdia desde o séc. XVI até 1845, ano em que começaram as inumações no cemitério da Alameda.

Igreja de Santo Amaro
Igreja com uma localização extra-muros da Praça de Elvas, num outeiro no meio do campo entre o centro da cidade e o Forte da Graça. Foi erguida durante o séc. XVII no local de uma outra denominada de São Jorge e que serviu de hospital militar durante a Batalha das Linhas de Elvas em 1659. O edifício tipicamente seiscentista tem uma fachada simples com um óculo e uma cruz no cimo. O pórtico de mármore é encimado pelas armas portuguesas do séc. XVII sustentadas por um anjo.

Igreja de São João da Corujeira
A igreja de São João da Corujeira foi fundada por cavaleiros da Ordem do Hospital aquando da conquista da cidade. Pertencia assim a igreja à Ordem dos Hospitalários, passando depois a ser cabeça de comenda da Ordem de Malta. Era no adro da igreja que se festejava o São João de Elvas. A igreja manteve praticamente todas as suas formas abrangendo todo o adro até que um terramoto a 9 de Fevereiro de 1840 fez ruir metade da construção. No séc. XIX foi reconstruída, pouco ou nada restando da primitiva edificação.

Igreja de São Lourenço
A igreja de São Lourenço em Elvas é referida desde 1332, pelo que deve ter sido construída no final do séc. XIII ou no início do séc. XIV. Sofreu grandes obras no séc. XVI que lhe deram o aspecto actual. No seu exterior é de destaque o pórtico de mármore do séc. XVII e uma janela sobre a qual se encontra um painel de azulejos policromo do séc. XIX com a imagem de São Lourenço. No interior da igreja de São Lourenço é de destaque o altar-mor de talha dourada do séc. XVII, dominando a parte superior um retábulo representando “São Lourenço implorando pelas almas”.

Igreja de São Martinho
A igreja de São Martinho foi fundada em 1515 por iniciativa dos populares depois de encontrarem uma imagem deste santo na muralha islâmica que por ali passava. O templo está situado na parte alta da cidade, bastante alterada deste então com o rasgar de novas ruas como a Rua dos Quartéis em 1580 ou com a construção do Conselho de Guerra no séc. XVII pelo que o adro da igreja nada tem a ver com o que hoje encontramos. A capela-mor em talha dourada é da invocação de Nossa Senhora da Guia, enquanto que as colaterais são dedicadas a São Martinho (do lado do Evangelho) e a Nossa Senhora da Glória (do lado da Epístola).

Igreja de São Pedro
A edificação da Igreja de São Pedro é feita logo a seguir à conquista cristã de 1229 e sobre parte da segunda muralha islâmica, da qual aproveita uma torre para nela implantar a sua torre sineira. O padroado da Igreja de São Pedro pertenceu ao rei até que D. Dinis o doa entre outros direitos a D. Martinho, Arcebispo de Braga, em 1302. Posteriormente foi cabeça de comenda da Ordem de Cristo e sede da Irmandade de São Pedro dos Clérigos criada por D. António de Matos de Noronha, segundo Bispo da cidade. No séc. XV foi reconstruída, sofrendo ainda posteriores remodelações nos séculos XVI, XVII e XVIII que fizeram que hoje do seu aspecto primitivo praticamente só se observe o portal romano-gótico. Este portal faz dela um dos raros exemplos desta arquitectura no sul do país. O seu interior recheado de arte sacra é bastante interessante com o retábulo-mor em alvenaria e uma cúpula decorada com figuras clássicas.

Igreja de Santa Maria de Alcáçova
A Igreja de Sta. Maria de Alcáçova foi construída no séc. XIII no local onde se encontrava uma mesquita. Inicialmente de Padroado Real, seria doada à Ordem de Avis em 1303 por D. Dinis. Durante os séculos XVI, XVII, XVIII e XIX sofreu várias modificações que fizeram o templo como hoje o encontramos. É numa grande remodelação no séc. XVI que se encontram importantes vestígios da mesquita mas dos quais hoje não temos memória. Na sua fachada principal podemos observar uma imagem de pedra de Nossa Senhora da Piedade (Pietà) que substituiu outra de finais do séc. XV que está agora no interior do templo. A capela-mor original é setecentista e as laterais, de talha dourada, do séc. XVII.

Igreja dos Terceiros
Quando chegamos ao séc. XVIII vemos que a cidade de Elvas começa a recuperar o fervor artístico da centúria de quinhentos. Tal facto deve-se naturalmente ao incremento do comércio com a vizinha Espanha e ao afluxo do ouro brasileiro, ocorrências que enriquecem as elites e tornam possível a profusão de um barroco magnífico pleno de decorações luxuosas. Um exemplo desse barroco está na decoração da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco em Elvas. Apesar da confraria existir pelo menos desde 1663, a edificação principia só em 1701 segundo a traça do arquitecto elvense João de Madeyra. A 17 de Junho de 1716 é rezada a primeira missa pelo Bispo de Elvas com a igreja ainda não terminada mas já com 9500 cruzados gastos em 1719. A talha dourada foi colocada em 1729 pelos calipolenses Francisco Freyre e Manuel de Oliveira. O templo como hoje o observamos só ficaria pronto em 1762, visto que parte do mesmo se viu muito danificado após o terramoto de 1755. O interior do templo é caracterizado na sua globalidade pela sua riqueza barroca, em especial na sua capela-mor toda forrada a ouro. A igreja é também revestida por vários painéis de azulejos azuis e brancos com rodapé que mostram ciclos da vida de São Francisco de Assis.

Paço Episcopal
Quando a cidade de Elvas se torna sede de um bispado em 1570 logo se começa a construção de uma casa nobre que servisse de domicílio a D. António Mendes de Carvalho, o primeiro bispo. Para isso se edificou um magnífico palácio encostado à segunda cerca muçulmana, entre a torre “fernandina” e o Arco do Bispo (o topónimo do arco refere-se ao bispo de Évora D. Soeiro aquando da tomada de Elvas e não ao bispo da cidade raiana), ficando bem protegida e bem situada perto da Praça Nova. A construção sofreu múltiplas alterações. Ainda assim trata-se de um grande palácio de onde se destaca o seu revestimento azulejar encomendado pelo bispo D. Sebastião e Matos de Noronha a Miguel Martins em 1627. O Paço Episcopal é hoje sede da Polícia de Segurança Pública.

Passos da Via Sacra
A procissão do Senhor Jesus dos Passos realiza-se em Elvas pelo menos desde 1613. Para a concretização desta procissão foram mandadas construir em Elvas as primeiras capelas dos Passos no final do séc. XVI ou no início do séc. XVII. Estiveram estes primeiros passos a cargo da Confraria das Divinas Chagas fundada em 1507 com capela própria na Sé. Quando chegamos a 1724 é a mesma confraria que estabelece um acórdão para a construção das diferentes capelas dos passos que hoje tem Elvas. São magníficas peças da arte barroca em Elvas com um total revestimento a azulejos representando cada um deles cenas da vida de Jesus Cristo. Ao centro sempre uma tela da autoria de António Sequeira representativa de partes da Via Sacra luxuosamente emoldurada em mármore escuro.

Sé Catedral
A construção da então igreja de Nossa Senhora da Praça foi principiada em 1517 segundo o traço do arquitecto régio Francisco de Arruda que trabalhava ao mesmo tempo no Aqueduto da Amoreira. No espaço ocupado pela nova igreja tinha-se erguido até então a igreja de Santa Maria dos Açougues. A nova igreja abriu ao culto finalmente em 1537 mas tendo continuado as obras até final do século sob a direcção do mestre pedreiro Diogo Mendes. A mestria de Francisco de Arruda fez com que fosse possível a construção de um majestoso edifício com um carácter fortificado e uma torre como fachada. Francisco de Arruda teve ainda a ajuda de outros mestres como é o exemplo da feição do portal principal, obra desenhada por Miguel de Arruda segundo encomenda do cardeal D. Henrique. Em 1570 com a criação do bispado de Elvas pelo Papa Pio V, a igreja de Nossa Senhora da Praça transformou-se na Sé de Elvas, título que viria a perder em 1881. Em termos artísticos a Sé de Elvas é um templo originalmente manuelino mas que perdeu alguma desta traça durante os séculos após alterações mandadas fazer nele pelos bispos da cidade. São de salientar no exterior o seu portal neoclássico e os portais laterais manuelinos. No interior, em redor de todo o corpo da igreja corre um silhar de azulejo policromo mandado ali colocar no início do séc. XVII pelo Bispo de Elvas D. António de Matos de Noronha. A capela-mor, mandada construir em 1734, é da autoria de José Francisco de Abreu em mármore de várias cores e em estilo barroco. Uma palavra como não poderia deixar de ser para o soberbo órgão situado no coro-alto mandado elaborar pelo bispo D. Lourenço de Lencastre em 1762 ao organeiro italiano Pasqual Caetano Oldovino que o completa em 1777.

Assento
Edifício grandioso situado no centro da cidade de Elvas. Depois da sua construção no séc. XVII serviu de depósito de trigo, cevada e palha e de padaria para alimentar o exército estacionado em Elvas. O edifício é composto por dois andares. O primeiro constituía a cavalariça e depósito de alimentos. Sobre a construção podemos observar seis chaminés que correspondiam aos fornos do andar superior, onde segundo fontes antigas, se podiam fabricar em 24 horas, cerca de 28 mil rações de pão de arrátel e meio. No grande pátio há a destacar uma pequena fonte em mármore. Sobre o portal de entrada encontramos as armas portuguesas.

Casa das Barcas
Edifício construído entre 1703 e 1705, no âmbito dos preparativos da Guerra da Sucessão Espanhola, para a construção e armazenamento de barcas que em operações militares serviriam para atravessar a fronteira espanhola nos rios Caia e Guadiana. Abolidas as companhias de barcas, o edifício no séc. XIX serviu de presídio militar durante a guerra civil e mesmo de teatro, função que manteve por algumas décadas até ser transformado numa sala de cinema já no séc. XX. Já no séc. XXI o edifício abandonado foi reabilitado e transformado em Mercado Municipal. O edifício pela sua grandeza abarca quase metade da Rua dos Quartéis e do Baluarte do Príncipe. É constituído por um grande salão de três naves com 24 colunas de alvenaria. A entrada é feita por três portas, sendo que a do centro está coroada pelas armas reais.

Castelo
Obra de fortificação islâmica, reconstruída nos séculos XIII e XIV, tomando só no séc. XVI o aspeto atual. Acolhia o alcaide de Elvas e foi palco de importantes acontecimentos da história do país como tratados de paz e trocas de princesas.
Sem qualquer função militar a partir da segunda metade do séc. XIX, o castelo de Elvas foi deixado ao abandono, entrando no séc. XX arruinado. Motivo pelo qual vários elvenses amantes da história e do património quiseram promover o seu restauro, a sua visibilidade e entabularam um processo que faria do castelo de Elvas em 1906 o primeiro Monumento Nacional português.


Cemitério dos Ingleses
Pequeno cemitério que contém, num local ajardinado, quatro sepulturas de militares ingleses mortos no início e meados do séc. XIX. A área dos túmulos é circundada por uma grade de ferro ali posta em 1904 pelo governador da Praça de Elvas, o General João Carlos Rodrigues da Costa.
Aquando das guerras peninsulares (1807-1813) foi construído em Elvas um cemitério para os ingleses que aí perderam a vida, uma vez que estes sendo Anglicanos não poderiam ser sepultados nas igrejas da cidade. O cemitério foi posteriormente abandonado até que o local sofreu enorme revitalização com a construção de um pequeno jardim.

Conselho de Guerra
Em plena preparação para a guerra da Restauração (1641-1668) constituiu-se em Elvas o Conselho de Guerra para o qual se construiu um grande edifício no Largo de São Martinho. Aqui discutiam tácticas militares as altas patentes do Exército Português, tácticas essas que levaram à vitória, por exemplo, na Batalha das Linhas de Elvas. Também aqui se decidiu a isenção do recrutamento dos elvenses a partir de 1710, tornando múltiplos os factores pelos quais o edifício assume um carácter simbólico.
Na entrada podemos observar as armas reais. No corredor de entrada sobre a porta de entrada do salão estão novamente presentes as armas portuguesas em estuque com a data de 1781. Já no salão principal encontramos uma pintura com atributos bélicos.

Forte da Graça
Esplêndida e grandiosa construção da Praça de Elvas situada numa grande elevação a Norte. Exemplo notável da arquitectura militar do séc. XVIII e considerada por muitos historiadores como uma das mais poderosas fortalezas abaluartadas do mundo, o Forte da Graça ou de Lippe é ainda original pela sua concepção e implantação. De facto esta elevação foi desde sempre bastante importante. Ainda no séc. XV aqui se situava a pequena ermida de Santa Maria da Graça cuja reedificação na altura se deveu à bisavó de Vasco da Gama. Pela altura da Guerra da Restauração, em 1658 aqui os espanhóis construíram um reduto sob a traça de Juan Zuñiga para atacar a cidade de Elvas.
A edificação da fortificação começaria em 1763 por Wilhelm, Conde de Schaumbourg-Lippe, encarregado pelo rei D. José a reorganizar o exército português. Para dirigir as grandiosas obras foi escolhido o Engenheiro Éttiene, sendo este pouco tempo depois substituído pelo Coronel Guillaume Louis Antoine de Valleré. As obras gigantescas só terminariam em 1792. Em 1763, por exemplo, trabalhavam naquela construção 6 mil homens e 4 mil bestas, esgotando praticamente os recursos da cidade.
Constituído por três corpos: as obras exteriores, o corpo principal e o reduto central é um exemplo da arquitectura militar de tipologia Vauban. O corpo central é formado por quatro baluartes tendo a meio da cortina sul a porta principal de uma beleza fenomenal.

Forte de Santa Luzia
Fortificação seiscentista construída tendo em conta as guerras da Restauração entre Portugal e Espanha, é um dos melhores e mais genuínos exemplos da arte de fortificar europeia, um dos monumentos militares mais significativos deste período e mais uma obra prima da arquitectura militar de Elvas. Construído num outeiro a algumas centenas de metros das muralhas seiscentistas, o Forte de Santa Luzia foi começado a construir logo em 1641 por Martim Afonso de Melo que começa por construir um pequeno reduto sob a traça de Matias de Albuquerque. No ano seguinte sob nomeação do rei reúne-se uma junta em Elvas com os melhores nomes da arquitectura militar de então: João Ballesteros, Lassart, Rozetti, Cosmander e Gillot. Os dois últimos encarregar-se-iam de impor a traça ao forte. A fortificação estaria concluída em 1648 garantindo um valor estratégico extremo para a cidade. É constituída por quatro baluartes com um reduto quadrangular ao centro onde se encontram a casa do governador, a igreja e uma casa abobadada à prova de bomba. Várias casernas e duas cisternas que abasteceriam trezentos a quatrocentos homens durante dois a três meses.
Entre 1999 e 2000 decorreram aqui obras para adaptação do monumento a Museu Militar, museu onde o visitante pode verificar toda a história militar da cidade bem como vários artefactos de guerra que marcaram as várias épocas.

Fortins
Como ponto estratégico militar que Elvas sempre foi é natural que conjuntamente às fortificações da praça surjam outras que as acompanham e auxiliam em caso de ataque. Assim foi desde a Idade Média com várias atalaias e torres das quais restam alguns vestígios. Os fortins que hoje observamos em volta do pano de muralhas seiscentistas são obras já do início do séc. XIX construídas por iniciativa do Marquês de Alorna em outeiros que poderiam tornar-se perigosos em caso de cerco. Assim foram construídos os fortins de São Mamede, São Pedro, São Domingos e São Francisco (destruído ainda no séc. XIX) todos rodeados de fossos com pelo menos seis metros e com várias bocas-de-fogo aumentando o perímetro fortificado da cidade para dez quilómetros.

Hospital Militar - Convento de São João de Deus
O convento de São João de Deus foi construído em Elvas em 1645 (o primeiro da sua ordem em Portugal) servindo de Hospital Militar. Em finais de 1641 D. João IV ordenou a construção de hospitais militares nas principais praças do país. Assim veio a suceder também em Elvas onde os enfermos militares foram socorridos pelos religiosos da Ordem de S. João de Deus, ocupando o Hospital Militar parte do convento destes frades hospitalários. O edifício foi principiado em 1642 e em 1653 foi ampliado para a construção da Vedoria Geral, no entanto foi sempre pequeno para a quantidade enorme de feridos e doentes que auxiliava.
Em 1659, ano da Batalha das Linhas de Elvas contava o hospital com 10 religiosos que podiam atender 350 doentes. O Hospital Militar durou em Elvas até 1976, sendo depois o edifício deixado ao abandono até que em 2004 entrou em fase de reabilitação para ali ser construído o Hotel São João de Deus.
A igreja do convento foi construída junto a uma das torres da muralha fernandina que por lá ainda podemos notar. De resto é um templo muito simples e já fechado ao culto.

Monumento aos Combatentes da Grande Guerra
Em homenagem aos elvenses que combateram na Primeira Guerra Mundial decidiu a cidade fazer um pequeno memorial no local onde outrora estivera a igreja de Nossa Senhora da Paz, o que veio a acontecer em 1938. É encimado por uma cruz de Cristo com o escudo português no cruzamento. Contem uma inscrição em mármore rodeado de cordoados, encimada pelo brasão da cidade, em que se lê: “A perpetuar a memoria gloriosa dos mortos da grande guerra naturaes do concelho de Elvas 1914-1918”.

Muralhas

Segunda cerca islâmica
A ocupação muçulmana de Elvas iniciada no séc. VIII veio provocar uma profunda alteração no povoado. Reconhecendo a sua importância militar num local cimeiro perto de Batalyaws (Badajoz), resolvem cercá-la ainda nesse século com uma muralha para além de terem melhorado a fortificação romana pré-existente. Esta muralha abraçaria o pequeno burgo que então constituía a povoação, tendo três portas: Porta da Traição (comunicando directamente com o castelo), Porta da Alcáçova no Arco do Miradeiro (entrada na povoação com uma porta interior e outra exterior, um pouco mais abaixo, dando actualmente acesso ao Pátio do Gançoso) e Porta do Templo. Era a ligação entre as últimas que propiciou a estruturação do burgo até ao séc. IX. Esta muralha foi construída em silharia, com pedra da antiga fortaleza/castro romano. Desta primeira cerca muçulmana conservam-se alguns troços que o turista poderá visitar.

Segunda cerca islâmica
Muralha que envolve a parte mais alta do centro histórico da cidade de Elvas, da qual surgem alguns elementos visíveis na via pública por entre o casario. Após o crescimento populacional da Elvas muçulmana talvez propiciada pelo comércio e pela cercania a Batalyaws (Badajoz), a população não se conteve e começou a ocupar os locais em redor da muralha ficando assim à mercê do saque de um qualquer invasor. Sendo assim não restava mais remédio que a construção de uma segunda muralha já com um perímetro muito superior à primeira e que envolvesse todos os que aqui habitavam. Assim se fez no séc. XII.

Muralha Fernandina
Quando chegamos ao séc. XIV verificamos uma Elvas que novamente extravasa o perímetro das suas antigas muralhas islâmicas. Por esse motivo e pelo perigo de uma guerra a travar com Castela, D. Afonso IV tal como o seu sucessor D. Fernando vão promover uma série de construções militares, entre as quais está a muralha trecentista da cidade de Elvas, importante sentinela da fronteira. Tinha 22 torres e 11 portas.
Outra obra coeva desta muralha é a “torre fernandina”, então Torre Nova, situada na hoje denominada Rua da Cadeia. Trata-se de uma alteração feita à segunda cerca islâmica que servirá a partir de finais do séc. XV como cadeia. A muralha trecentista defendeu Elvas até meados do séc. XVII quando foi construída a cerca abaluartada.

Muralhas Seiscentistas
Exemplo notável da primeira tradição holandesa de arquitectura militar, a Praça de Elvas é constituída por sete baluartes, quatro meios baluartes e um redente ligados entre si por cortinas, constituindo doze frentes de muralha. O acesso à cidade é feito por três portas duplas (de Olivença, de São Vicente e da Esquina) e por várias poternas que surgem no meio dos fossos (de São Pedro, Porta Velha, de São Francisco, etc.).
A cerca abaluartada da cidade de Elvas remete-nos para o período da guerra da Restauração (1641-1668) quando Portugal ao garantir a independência se vê imbuído numa nova guerra. Sendo assim, a cidade raiana, ponto nevrálgico da fronteira, tinha que ser alvo de refortificação militar.
A engenharia militar assumia agora um papel fundamental na arte das guerras de fogo e as muralhas fernandinas não asseguravam a defesa da cidade devido à sua verticalidade. É neste panorama que o monarca D. João IV envia o padre jesuíta Cosmander a inspeccionar as fortificações existentes nos país e se necessário a construir novas. João Cosmander, nome português para Jan Ciermans, era um holandês estudioso em arquitectura militar. Com o país necessitado de técnicos de arquitectura militar moderna rapidamente foi feito coronel antes de chegar a Elvas, nomeada por ele como Praça de Armas da Província do Alentejo. Inspirado em mestres holandeses como Simon Stevin e Samuel Marolois, criadores do primeiro sistema de fortificar holandês, Cosmander vai construir um sistema abaluartado moderno e implacável. Hoje as muralhas seiscentistas de Elvas são um exemplo original de fortificações do séc. XVII que no seu estado de autenticidade são únicas no mundo, estando muito bem conservadas na sua totalidade. São juntamente com o Aqueduto da Amoreira, o grande cartão de visita de Elvas.

Paiol da Conceição
Construído aquando das guerras da Restauração sob a traça de Cosmander, serviu durante toda a sua vida de armazém militar. Trata-se de um edifício circular com um raio de 7,26 metros ao qual foram acrescentadas no séc. XIX três torres com novos para-raios substituindo os pré-existentes.

Paiol de Santa Bárbara
Mais um dos edifícios construídos tendo como contexto a Guerra da Restauração (1640-1668) para armazenar material de guerra, função que cumpriu até 1915. Em 1861 foram-lhe acrescentados vários para-raios. Na sua frontaria observam-se as armas portuguesas do séc. XVII.

Quartéis da Corujeira
Depois de várias queixas feitas pela população elvense devido à obrigatoriedade de alojamento aos militares estacionados na praça, D. João IV decide a 14 de Janeiro de 1642 mandar construir quartéis. Apesar das demoras, os Quartéis da Corujeira são os primeiros a ser erguidos com uma primeira soma de 650$000 reis, na então denominada Rua de S. João, no bairro da Corujeira, obra arrematada por Pedro Afonso, Domingos Almeida e Amaro Nunes.
Típica arquitectura para aquartelamentos militares do séc. XVII. Há a destacar as armas portuguesas de D. João IV visíveis na fachada principal.

Quartéis da Rua dos Quartéis
A necessidade de quartéis na cidade no período da guerra da Restauração levou a que para além dos Quartéis da Corujeira fossem construídos outros de modo a acolher os milhares de militares que formavam a praça de Elvas. Deste modo foram construídos os quartéis referidos na Rua dos Quartéis, os quartéis do Castelo e os dos Artilheiros ou das Balas defronte da casa de reclusão militar.
No séc. XX os quartéis da Rua dos Quartéis foram utilizados como habitações de gente humilde e nos nossos dias, depois de reabilitados, constituem um conjunto de lojas de artesanato.
A sua arquitectura é a típica de alguns quartéis seiscentistas, a qual podemos observar um paralelo em Campo Maior. Tratam-se de dois pisos constituídos cada um por seis casas individuais, encimadas por seis chaminés típicas.

Quartéis de Alcáçova
A necessidade de quartéis na cidade no período da guerra da Restauração levou a que para além dos Quartéis da Corujeira fossem construídos outros de modo a acolher os milhares de militares que formavam a praça de Elvas. Deste modo foram construídos os quartéis referidos na Rua dos Quartéis, os quartéis do Castelo e os dos Artilheiros ou das Balas defronte da casa de reclusão militar. Em 1834 os velhos quartéis foram abandonados e a guarnição da praça reduzida a um Regimento de Infantaria. Alguns foram demolidos, outros como estes de que falamos, subsistiram até hoje. Ainda assim, também na Rua dos Quartéis existiram outras "casas para alojamento da gente de guerra" que hoje já não observamos. Foram estes construídos em 1655-56 e demolidos no início do século passado. Situavam-se ao lado da igreja de S. Martinho.

No séc. XX foram os quartéis da Rua dos Quartéis utilizados como habitações de gente humilde e nos nossos dias, depois de reabilitados, constituem um conjunto de lojas de artesanato.
A sua arquitectura é a típica de alguns quartéis seiscentistas, a qual podemos observar um paralelo em Campo Maior e também nos demolidos Quartéis do Castelo. Tratam-se de dois pisos constituídos cada um por seis casas individuais, encimadas por seis chaminés típicas.

Quartéis do Casarão
Grandiosa construção que ocupa parte da muralha seiscentista e que hoje constitui parte do Museu Militar de Elvas. Estes imensos quartéis foram construídos depois da campanha de 1762-63 pelo engenheiro militar Valleré, autor também da traça do Forte de N. Sra. da Graça. Foram erigidos a pensar na sua durabilidade, pelo que são de grande solidez e à prova de bomba. No final do séc. XVIII podiam ali estar cerca de três mil soldados segundo fontes da época.

Quartel do Trem
Majestoso quartel cuja construção foi iniciada em 1694 por determinação de D. Pedro II e terminada em 1715. O quartel foi tendo várias funções militares durante a sua vida activa. Aqui se fabricavam granadas de mão, espingardas, carretas de madeira, entre outro material militar que também aqui era reparado (dando também apoio à reparação dos fortes e das muralhas da praça de Elvas).
Tendo durante o séc. XX praticamente só servido de armazém, a enorme construção foi deixada cada vez mais ao abandono até que surgiu o projecto de ali se instalar a Escola Superior Agrária de Elvas.
Em termos artísticos há a destacar o portal de entrada em granito onde, em ferro recortado, observamos a data de 1716.

Património Arqueológico

inúmeros achados arqueológicos podem ser vistos nas diferentes freguesias e sítios de Évora.
Fonte: cm-elvas
Gastronomia
A gastronomia alentejana tem em Elvas um oasis de excelência.

Os sabores tradicionais, como o porco, o borrego e as ervas que servem de base à comida tradicional têm sempre como ponto final o sericá, doce típico de Elvas acompanhado pelas Ameixas em conserva.

O bacalhau dourado, nascido na Pousada há mais de 50 anos, é hoje uma iguaria imperdível na mesa de quem sabe que nesta cidade vai encontrar qualidade e tradição em gastronomia.

Hoje em dia, Elvas é uma cidade procurada também pela variedade de marisco que os seus restaurantes trazem a diário desde a costa, e que em conjunto com os sabores tradicionais fazem dos restaurantes de Elvas referência no Alentejo.

Imperdível são as migas, o ensopado de borrego, o gaspacho e os pratos de caça. Pois aqui deixamos alguns dos nossos pratos: Cericaia, Bacalhau Dourado
Fonte: elvas
Clima
Elvas não é excepção em relação à monotonia das características alentejanas.

Assim, o clima, de feição mediterrânico, apresenta aqui uma secura estival acentuada e um Outono e Inverno pluviosos, obviamente, não tão pluviosos como em certas regiões do país, de superior altitude ou mais próximas da influência oceânica.

Deste modo, os Verões apresentam temperaturas bastante elevadas chegando facilmente a atingir os 45°C (máximo registado 50°C em Julho de 2006) e em contrapartida, os Invernos são muito frios e com frequentes geadas (muitas vezes atingem-se temperaturas negativas durante as noites e queda de granizo), o que determina uma amplitude de variação térmica anual de cerca de 20°C.
Fonte: wikipedia


 

 

35 locais a visitar e onde ir em: ELVAS e num raio de 25 Km
Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Elvas
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Largo da Misericórdia
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Rua de Olivença
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Praça da Republica
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Portas de Olivença
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Rua dos Quartéis
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Pelourinho de Elvas
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Castelo de Elvas
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Praça-forte de Elvas
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Elvas - Informação Geral
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Campo Maior
Igreja Matriz de Campo Maior
Campo Maior
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Campo Maior
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Campo Maior
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Campo Maior
Castelo de Juromenha
Juromenha
Castelo de Vila Viçosa
Vila Viçosa
Fonte da Praça da República, Antiga Fonte do Carrascalem Vila Viçosa
Vila Viçosa
Convento e Igreja Dos Agostinhos
Vila Viçosa
Palácio de Vila Viçosa
Vila Viçosa
Igreja de São Bartolomeu
Vila Viçosa

 

 

1 Restaurantes Onde Comer em: ELVAS e num raio de 15 Km
El Cristo - Restaurante Marisqueira
Elvas

 

 

2 Onde Comprar em: ELVAS e num raio de 15 Km
Continente de Elvas
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